Escravos da tinta e do metal - Parte 1
Parte I: Dragão do Prazer
Depois de escolher o desenho que marcaria o meu corpo fui encaminhado a clinica. O lugar era completamente oposto da sala anterior. Tudo era branco, um espelho ocupava uma das paredes de lado a lado, estantes de metal extremamente limpas e organizadas enfeitavam as outras paredes e uma cadeira acolchoada de preto (daquelas de consultório dentista) coroava o centro da sala. Tirei minha camisa exibindo meus músculos e sentei-me na cadeira como um rei. David, o tatuador, entrou, já de mascara cirúrgica e luvas pretas. Um rock pesado começou a tocar na sala, o trabalho havia começado. De vez em quando, tocava uma musica clássica na sala, contrastando com o ritmo anterior. O artista falava pouco enquanto marcava o desenho, mas me deixava a vontade para abordar qualquer assunto. De repente me dei conta que já estava colocando para fora alguns sentimentos íntimos da minha vida pessoal e fantasias eróticas sem o menor pudor. O máximo que David dizia era um balbuciar fático. De repente a música parou. David anunciou: agora vou marcar sua pele com a maquina, vai doer um pouco, mas sei que você vai agüentar com paciência. Tente não mexer muito e curta a sensação. Com estas palavras me calei. A única coisa que conseguia entrar na minha mente era o som da agulha perfurando a minha pele, a dor chegando ao meu cérebro e se espalhando pelo meu corpo. Fui envolvido num misterioso transe, meu pênis ficou eréto depois de alguns minutos, não sei o porquê. O trabalho deste ponto em diante demorou horas. Varias vezes cheguei a gozar na minha cueca e David parecia estar ciente e indiferente com esta minha curiosa reação, mas reparei que ele também estava excitado. Na medida que o tempo passava o tesão só ficava maior, crescia proporcionalmente a conclusão do trabalho. Quando ele terminou, gozei mais uma vez, a mais intensa de todas, e pelo olhar acredito que gozei junto ao meu “algoz”. A música voltou a preencher a sala, ele retirou os equipamentos de proteção individual e me pediu para acompanhar-lo a recepção. Lá ele me passou os cuidados e paguei o que lhe devia. Ao sair peguei um cartão do estúdio. Lá estava escrito: SODOMA-GOMORA TATOOS & PIRCINGS profissionalismo executado por um escravo da tinta e do metal. Naquela noite não consegui dormir até gozar pela quinta vez por conta da tatuagem no meu peito esquerdo. E toda vez que olho para o desenho um tesão imediatamente percorre meu corpo e meu pinto fica duro imediatamente.
